Faculdades de Medicina

Faculdades de Medicina

Ver artigo principal: Faculdades de Medicina do Brasil

Após abrir os portos do Brasil às nações amigas de Portugal, D. João VI assinou, em 18 de fevereiro de 1808, o documento que mandou criar a Escola de Cirurgia da Bahia (Atual UFBA) e deu início ao ensino da medicina no país.[5] No mesmo ano, a Faculdade de Medicina da UFRJ foi criada pelo príncipe regente D. João, por Carta Régia, assinada em 5 de novembro de 1808, com o nome de Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia e instalada no Hospital Militar do Morro do Castelo.[6]

A interiorização do ensino da medicina começou somente em 1950 quando foi fundada a primeira faculdade de medicina do interior do Brasil, a Faculdade de Medicina de Sorocabada PUC-SP.[7]

No Brasil há 180 escolas médicas (102 particulares, 7 municipais, 24 estaduais e 48 federais. Somente de 1996 a 2009, 98 escolas médicas foram autorizadas (entre as quais apenas 30 públicas), situação sem paralelo em qualquer outro país do mundo. A China, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes, possui 150 cursos médicos; os Estados Unidos, com população de mais de 300 milhões, contam com 131 faculdades de medicina.[8]

O Estado de S. Paulo é o que mais possui faculdades (30 no total), seguido de Minas Gerais com 28 escolas. Há uma oferta desproporcional das vagas no país: o Tocantins oferece uma vaga para 4.145 habitantes. No Maranhão, o estado com menos vagas, a proporção é de 1 para 33.807 habitantes.[9]

O maior hospital universitário do país é o Hospital das Clínicas da FMUSP com 1213 leitos.[10] O menor é o Hospital Universitário de Maringá com apenas 97 leitos[11].

A Universidade Federal de Minas Gerais é a que mais forma médicos, com 320 vagas anuais. A faculdade com o menor número de vagas é a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros em Minas Gerais, com 28 vagas/ano.[12]

Segundo dados de março de 2016, a mensalidade mais cara é da Faculdade São Leopoldo, em Campinas, estado de São Paulo: R$ 11 870,00. A mais barata é da Faculdade UnirG, em Gurupi, estado do Tocantins: R$ 3 309,48.[13]

Distribuição de médicos no Brasil

A desigualdade na distribuição de médicos no Brasil acompanha outros abismos sociais existentes no país. Apesar de haver um médico para cada 549 brasileiros – índice superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de um para cada mil pessoas -, sete em cada 10 profissionais habilitados para atuar no país trabalham nas regiões Sul e Sudeste. Com isso, enquanto no Rio de Janeiro há um profissional para cada 289 habitantes, no outro extremo, os maranhenses dispõem de um médico para cada 1.848 pessoas. Os dados são de um novo balanço do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Há cerca de 347 mil médicos espalhados por todo o Brasil. Não fosse a disparidade na repartição desses profissionais, poderia ser dito que a situação brasileira é melhor que a de países como o Japão (com um médico para cada 952 habitantes), Reino Unido (um para 869 pessoas) e Argentina (um para 740). A média recomendada pela OMS visa garantir que a população tenha assistência médica, assim como os profissionais tenham um número satisfatório de pacientes. No ranking brasileiro, o Paraná ocupa o 7.° lugar, com um profissional para cada grupo de 586 habitantes.

Em estados do Norte e do Nordeste, as capitais reúnem quase 90% dos profissionais. Segundo o Sistema Integrado de Entidades Médicas, em março do ano passado havia 575 médicos habilitados no Acre. Destes, 427 (74%) trabalhavam na capital, contabilizando um médico para cada 716 habitantes. Os outros 21 municípios dividiam 119 profissionais, cada um deles responsável por 3.236 habitantes. No interior de Roraima, a proporção passa de um médico para 10 mil pessoas.[14]

Especialidades diagnósticas

Especialidades diagnósticas e de imagem

  • Anatomia Patológica: É uma especialidade médica responsável pela realização de diagnósticos de várias doenças, inclusive do câncer, por meio de estudo ao microscópio de amostras de células ou tecidos. Os médicos patologistas são os profissionais responsáveis pelos diagnósticos, gerando laudos que orientam tratamentos, estabelecem prognósticos, garantem a qualidade do atendimento médico e são indispensáveis às campanhas e ações preventivas. No Laboratório de Patologia ou de Anatomia Patológica todos os procedimentos são realizados por médicos patologistas e seus auxiliares. Estes profissionais detêm conhecimento altamente especializado para o diagnóstico de doenças, incluindo o câncer, a partir de estudo de materiais obtidos por aspirações, esfregaços, biópsias e cirurgias. Em cada exame o médico patologista seleciona, de forma individual, as amostras para estudo microscópico, não havendo a possibilidade de automatização por máquinas. Exames anatomopatológicos (biópsias, peças cirúrgicas), Exames imuno-histoquímicos e Exames citopatológicos (preventivos, punções, líquidos orgânicos) são procedimentos médicos e devem ser rigorosamente analisados por médicos patologistas ou por médicos citopatologistas, para que sejam executados de forma confiável.
  • Bioestatística é a aplicação de estatística ao campo biológico e médico. Ela é essencial ao planejamento, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em pesquisa na área biológica e médica. É fundamental à epidemiologia e à Medicina baseada em evidências.
  • Bioquímica é o estudo das reações químicas que acontecem dentro dos organismos vivos e, levando em conta a estrutura e a função dos componentes celulares e da célulacomo um todo.
  • Física médica – utiliza de conhecimentos da Física para chegar a diagnósticos, bem como auxilia no desenvolvimento de novos equipamentos.
  • Histologia é estudo de como as células e o material intercelular se unem para formar os tecidos, como o ósseo, o muscular, o conjuntivo etc.
  • Imunologia é o estudo das células e moléculas que compõem o sistema imunitário e de seu funcionamento na defesa do organismo contra agentes infecciosos e células cancerígenas.
  • Informática médica é o campo de estudo relacionado à vasta gama de recursos que podem ser aplicados na gestão e utilização da informação biomédica, incluindo a computação médica e o próprio estudo da natureza da informação médica.
  • Microbiologia é o estudo dos micro-organismos (protozoários, bactérias, fungos e vírus).
  • Toxicologia é o estudo dos efeitos das toxinas e venenos vegetais, animais e minerais.
  • Ultrassonografia – Estudo do corpo humano através do ultra-som, que forma sombras e ecos nas estruturas do corpo humano.

Especialidades médicas

Especialidades médicas

Ver também: Lista de especialidades médicas

No Brasil, para ser um especialista, o médico deve realizar uma residência médica e prestar um concurso junto a associação médica da especialidade, que é reconhecido pela Associação Médica Brasileira e homologado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sem o qual ele é apenas médico, sem especialidade. Até para ser considerado Clínico, o médico deve fazer Residência em Clínica Médica, com duração mínima de 2 anos.
A medicina tem muitas especializações possíveis, algumas subespecializações e as denominadas “áreas de atuação”.
No Brasil elas são regulamentadas em Resolução expedida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). (Veja a Anexo:Lista de especialidades médicas).

Algumas disciplinas ministradas durante o curso de medicina:

  • Anatomia é o estudo da estrutura macroscópica física dos organismos. Estuda as grandes estruturas, o esqueleto, a musculatura, os vasos sanguíneos arteriais e venosos, bem como os vasos linfáticos e nervos, órgãos e estruturas anexas.
  • Bioética é o estudo do relacionamento entre biologia, medicina e filosofia, especialmente da disciplina ética e metafísica.
  • Cirurgia cardiovascular atua na cirurgia do coração.
  • Citologia é estudo das células individuais e de suas estruturas internas.
  • Embriologia é o estudo do desenvolvimento dos organismos a partir da união dos gametas, as células sexuais parentais, que dão origem ao ovo ou zigoto que, por sua vez, se desenvolve no embrião.
  • Epidemiologia é o estudo quantitativo dos processos de doenças nas populações humanas. Inclui o estudo das epidemias, das endemias, da bioestatística, dos fatores de risco relacionados às doenças entre outros tópicos.
  • Farmacologia é o estudo das drogas, desde sua obtenção até suas ações benéficas e prejudiciais ao organismo.
  • Fisiatria é a área da Medicina que estuda e trata das consequências das doenças que geram a incapacidade física.
  • Fisiologia é o estudo do funcionamento normal do organismo.
  • Neurociência é um termo que reúne as disciplinas biológicas que estudam o sistema nervoso, especialmente a anatomia e a fisiologia do cérebro humano.
  • Oftalmologia é o estudo das patologias oculares, com sua aplicação no diagnóstico e tratamento clinico-cirúrgico.
  • Saúde Pública é a aplicação dos conhecimentos médicos, processados pelos epidemiólogos, com o objetivo de impedir a incidência de doença nas populações.
  • Angiologia é a especialidade médica que se ocupa do tratamento clínico das doenças que acometem vasos sanguíneos (artérias e veias) e vasos linfáticos. Atua em conjunto com a cirurgia vascular que se ocupa do tratamento cirúrgico das ditas doenças.